forgoe the parable
discorrimentos sem recurso a alegorias de qualquer espécie.






domingo, 21 de dezembro de 2008

Esta cidade.

Ainda me lembro dos dias que passávamos a desdenhar esta cidade enquanto lhe atravessávamos as densas rugas. Pesados fins de tarde esses em que nos dizíamos perdidos em tal encruzilhada de nada. Agora, à distância, vejo que todas essas queixas não passaram de uma reles projecção da minha própria podridão nas inócuas paredes que nos viram juntar. Culpava-lhe as calçadas pelas minhas quedas. Acusava-lhe os cantos escuros pela escuridão em que nos mergulhei. Fosse eu aquilo que reivindicava para este sítio e hoje esta cidade era nossa.

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